
Já não necessito de ti
Tenho a companhia nocturna dos animais e a peste
Tenho o grão doente das cidades erguidas no principio doutras galáxias,
E o remorso
Um dia pressenti a música estelar das pedras,
Abandonei-me ao silêncio
É lentíssimo este amor progredindo com o bater do coração
Não, não preciso mais de mim
Possuo a doença dos espaços incomensuráveis
E os secretos poços dos nómadas
Ascendo ao conhecimento pleno do meu deserto
Deixei de estar disponível,
Perdoa-me se cultivo regularmente a saudade do meu próprio corpo.
Al Berto (1948-1997)
O Medo
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